sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Meus Amolis



Barney é o mais novo membro da família.
Depois de 2 gatos - Branca & Buck - mais a adoção do Tigre, 
pensei que havíamos parado por aí...
E heis que um belo dia aparece essa coisinha mais fofa na porta da minha casa!
Foi amor à primeira vista e, inevitalmente, não pude deixar de me apaixonar...
Ele ainda é um bebê, bagunceiro e esperto como ele só!






O Café-com-leite também está fazendo parte dessa pequena comunidade 
que se instalou em minha casa.
Depois de ter sumido por um bom tempo, reapareceu com a carinha machucada e,
 ao descobrir que receberia aqui "sombra e água fresca", não arredou mais as patinhas...
As brigas com o Tigre já diminuiram. 
Agora falta ele e o meu Buck se entenderem...






terça-feira, 23 de julho de 2013



Meus queridos!

Buck: me ajudou a abrir meu coração para os gatos novamente.
Depois de tantos ups and downs, ele foi a alminha generosa que veio para me cativar e redimir. ^.^
Branca: não posso dizer que ela, antes do Buck, não veio para me curar... Apesar dela ter adotado minha família, meu coração ainda tinha reservas... 
Mas é impossível não se deixar conquistar por essa gordinha geniosa. :P
Tigre: surgiu ressabiado, dominou aos poucos o pedaço.
No dia em que ele quase morreu, pensei que ele não conseguiria sobreviver aos ferimentos. 
Tentei dar-lhe água e comida, mas a dor era visível em seu corpinho esbelto. 
Me partiu o coração.
Prometi que cuidaria dele, se ele conseguisse sobreviver. 
Duas semanas mais tarde, ele apareceu são e totalmente recuperado. 
Hoje ele faz parte da família, embora de vez em quando ainda tenha estranhamento com meu Buck.
Ele fica louco pra morar dentro de casa, mas ainda não foi castrado e, 
porque gosta de batisar todos os cantos, 
é mantido fora de casa. :)
Flor (ou Hanna): na verdade, essa "vaquinha maluca" pertence à minha vizinha.
Mas é amiga do Buck e, 
sem qualquer cerimônia,
pula a janela e vem filar a bóia. 
Do mesmo jeito que vem, vai embora sem dar qualquer satisfação. ;)

Esses são os meus "amolis".



domingo, 14 de abril de 2013

Grumpy Cat

Ou gato mau-humorado


O famoso gatinho “mau-humorado” que anda fazendo muito sucesso pela internet é na verdade uma gatinha, chamada Tardar Sauce. Ela nasceu em abril de 2012 e ficou mundialmente conhecida após sua dona postar uma foto dela em uma rede social. 

A boquinha enviesada chama a atenção e cativa a todos por fugir completamente de uma das característica mais marcantes dos gatos: o eterno sorriso bonachão.

Tarder Sauce nasceu assim, pois tem nanismo felino. 
Ironicamente, a gatinha “mau-humorada” é calma e seu irmão, Pokey, é quem tem uma personalidade rabugenta! 

Meow meow! ^.^


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Casa dos Gatos



A minha é a casa dos gatos.

Takito se foi.
Johnny se foi.
...
Coração partido
....

Tigrão veio. 
Quase morreu. 
Fiz promessa: te dou um lar se você sobreviver. 
Sobreviveu. 2 vidas já se foram.
Café-com-leite veio.
Flor (Hanna) veio.

Vou precisar de doadores de ração.
Vou ter que castrar Tigrão, Café e Flor.
Espero que essa comunidade conviva em paz. 
(Por que não podemos conviver em paz...?!)
Meu doce Buck continua com liberdade vigiada. Poor Buck!
Branca ainda é a senhora do bando. Vem e vai quando e a hora que quer.

E meu coração ainda se derrete, 
quando, com um manhoso ronronar, 
um felino vem me saudar.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012


 
 

Só quero saber de dormir...!!!



 
Só quero saber de brincar...!!!

Meow meow! ^.^ 

terça-feira, 26 de junho de 2012

Tigrão

Depois de muito tempo, 
finalmente consegui fotografar o Tigrão, 
o outro gato que vive aqui pela minha vizinhança!


(Isso foi o mais perto que consegui chegar do "danado" rsrs)

Muitas mudanças têm acontecido por aqui.
O Mascarado, que havia sido enxotado de casa pelo antigo dono, ficou uns tempos rondando a minha casa, pedindo comida e abrigo. 
Eu até que tentei ajudá-lo, mas o menino ficava numa miarola só, 
o tempo inteiro, a qualquer hora do dia. 
Você dava comida e água, e ele chorava. 
Você dava carinho e levava uma mordida, 
sem mais nem menos. 
Ficamos nessa labuta uns dois meses, com ele perambulando entre a casa antiga e a minha... 
Um dia, ele sumiu de vez, e, algum tempo depois, eu fiquei sabendo que o antigo dono o havia dado para outro pessoa, que mora em um bairro afastado daqui... 
snif snif...
Outro que também sumiu da vizinhança é o Taquito.
Ele, que era o "dono do pedaço", perdeu sua majestade e já não é mais visto há um bom tempo...
Não sei o que foi feito dele! 
A vida dos gatos é tão imprevisível...!
Pelo visto, quem agora assumiu o posto é o Tigrão.
O meu Buck, embora tenha sido castrado, 
não demonstrou qualquer alteração em sua personalidade,
e continua cumprindo sua função de defender o território onde mora.
Há algumas semanas ele tem batido de frente com o Tigrão.
Ontem foi o confronto mais grave.
Já era mais de 10hs da noite, quando ele apareceu em casa todo sujo
 de terra e de sangue, com mordidas pelo peito!
Fiquei bem assustada, pois sei como a briga entre os felinos pode ser violenta.
E o Tigrão é bem maior que o meu Buck!
Hoje ele passou o dia todo borocochô e só recomeçou a se alimentar no fim do dia.
Ele sente dor pelo corpo e choraminga, quando tento pegá-lo no colo.
Definitivamente, vou mantê-lo em casa preso até que se recupere.
Vai ser difícil, porque o Buck adora brincar no terreiro, 
mas é um cuidado necessário. 
Não quero que essa estória acabe mal.
Outra coisa que tem me deixado bastante, bastante chateada, 
é que também o Johnny desapareceu.
De repente e sem deixar qualquer rastro...!
Não sei o que aconteceu e isso me deixa muito intrigada e pesarosa.
Há mais ou menos um mês, ele começou a morar aqui em casa. 
A impressão que tive, foi que também os donos dele o colocaram para fora.
Por causa da amizade do Johnny com o meu Buck, 
eu nunca tive coragem de lhe negar água ou ração, toda vez que pedia ou aparecia, entrando sem cerimônia pela janela ou pela porta da minha sala. 
Geralmente, ele vinha na surdina, como quem não quer nada, como se fosse possível não ver o seu corpão esbelto e cinza resvalando silenciosamente pelos cômodos da casa.
Ele tinha/tem o coração bom de um menino tranquilo, um tanto desconfiado, 
mas disposto a fazer parte da família.
Já estava até me acostumando a encontrá-lo na varanda sempre que chegava do trabalho ou da rua...
Não sei qual foi o destino dele...
Essa é a parte triste de se apegar aos bichinhos...
Nunca sabemos até quando eles estarão ao nosso lado.

Meow meow 
snif snif...
    

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Fazendo pose pra câmera


Essa é minha querida priminha com seu gatinho... 
(isshh, esqueci o nome do danadinho! rsrs)


e essa é a levada gatinha Melissa!


Quanta fofeza!

Meow meow!

P.s.: fotos tiradas em São José dos Campos, fev/2012. 
       Melissa é a gata da minha priminha Maria Eduarda.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

O dono da praia



Praia de Maranduba / SP

(Fev/2012)


Até na praia me apareceu esse menino charmoso para acompanhar minha família,

num dia que foi marcante, agradável e emocionante!

Meow meow!

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Quem vai salvar o mundo?

                      

Gente, vejam esse awesome vídeo!
No final das contas,
os nossos pets é que vão salvar
esse mundo pra lá de conturbado!!!
rsrs

Meow, meow!

sábado, 7 de abril de 2012

Os donos da rua

Os donos da rua são dois cachorrinhos fofos que há vários meses estão habitando a minha rua e agem como se realmente fossem os donos da rua: eles latem para todas as pessoas estranhas que passam por aqui - sim, de algum modo, eles reconhecem quem são os moradores! - e afugentam todos os cachorros forasteiros que tentam se aventurar por essas bandas! rsrs

"Menina"

"Menino"

Não dei nenhum "nome" para eles, mas sei que uma das vizinhas está tomando conta da alimentação deles! rsrs

Esses bichinhos são demais!

 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Meu Querido Buck

No post anterior, disse que os "garotos" do bairro têm andado alvoroçados ultimamente...
 De fato, hoje há cinco gatos vivendo próximo à minha casa. Quatro deles vocês já conhecem. O quinto é o Tigrão. Dei a ele esse nome, porque ele é grande e tem uma linda cor alaranjada-rajada, que me faz lembrar um tigre-de-bengala. Não consegui fotografá-lo ainda, mas, assim que possível, irei postá-la também.  Rsrs

Quem pega minha câmera só vê fotos de gatos rsrs.
Sim. Tenho mania de dar nomes aos gatos que aparecem em minha casa rsrs.
Nesse fim de semana acabei descobrindo quem é o dono do Mascarado. Por uma grande coincidência, ele é de uma conhecida que mora a mais de duas ruas de casa! É um tanto distante, levando-se em conta que o Mascarado poderia ter escolhido qualquer uma das muitas casas que existem no percurso até chegar aqui!... Foi o mesmo caso da Jolie (originalmente chamada Clarinha), que também apareceu num belo dia e aconteceu de ser da vizinha dessa minha conhecida. 

Bom, quando o Mascarado apareceu, ele estava bem diferente do que me lembrava, mais magrinho e com um miado sofrido que mais parece um lamento. Ele tem rondado minha casa já faz quase dois meses e sei que tem dormido na oficina do meu marido. Na semana passada, apareceu mancando, com uma das patas ferida e inchada. Desde então o tenho alimentado. Agora estou cuidando de quatro gatos!!!

Tenho pensado seriamente em fundar uma ONG de gatos para arrecadar fundos para comprar a ração deles!!! KKK!
O que sei é que os gatos, quando brigam pelo território, brigam pra valer! Até o presente momento, o dono do pedaço é o Taquito, que diariamente faz a ronda para manter seu domínio sob controle. rsrs Ele e o Mascarado costumam ter brigas bem violentas! Já o coitado do Johnny sempre apanha de todo mundo e foge correndo pra casa da Carol. Pobre Johnny! O apelidei de João Grandão, pois só tem tamanho. O Buck é quem o defende com valentia, apesar de ser magrelo e o mais jovem de todos. rsrs. Hoje, meu querido gatinho já deve estar com aproximadamente 7 meses...

Com toda essa movimentação acontecendo, o Buck também começou a marcar território dentro de casa. Que confusão! Tentei fazer de tudo para tirar o cheiro e até mesmo utilizei produtos próprios para tentar inibir esse instinto felino, mas tudo em vão! Assim, pensei muito, m-u-i-t-o e acabei decidindo por tomar uma medida que considero bem drástica: infelizmente, tive que esterilizá-lo. A Branquinha não dá cria e, provavelmente, é quem está causando o furor dos gatos (ao que parece, não há outra gatinha pela área); no entanto, é muito brava e grande, e, por isso, intimida a todos os gatos e sequer deixa que eles se aproximem dela. rsrs

O procedimento de esterilização ocorreu no início do mês de janeiro e o Buck já está totalmente recuperado. Agora ele também tem um chip! Achei isso bem legal! É possível localizá-lo pelo GPS. O meu maior receio era de que essa pequena cirurgia pudesse mudar a personalidade dele. Isso já aconteceu antes com a maioria das gatinhas que mandei operar... Porém, estou muito satisfeita. Isso não aconteceu! Ele continua sendo o mesmo rapaz maravilhoso, amoroso e companheiro de sempre!!!

                                               Meow meow!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mascarado

Depois de um longo tempo sumido, o Mascarado apareceu novamente.


Adoro essa foto dele com os olhinhos brilhantes, característica tão famosa dos felinos. rsrs
Essa foto foi tirada às 6hs da manhã, quando ainda estava escuro. 
Tive que usar flash, por isso os olhos dele refletiram a luz desse jeito.  Meu filho disse que o Mascarado está parecendo personagem de filme de terror rsrs rsrs

Os "garotos" do bairro têm andado em alvoroço ultimamente. Acho que estão no cio...O Takito é o dono do pedaço e direto e reto bate de frente como o Mascarado, que não deixa por menos. O meu Buck, bem, essa história eu deixo pra contar no próximo post.
                                                                                Meow meow!

sábado, 24 de dezembro de 2011


Desejamos que nossos amigos tenham um MEOWvilhoso
Natal e Ano Novo!!! 
PuRRR!!!

                                Have yourself A perfect Little Christmas                  

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Gatolinos

Então, num belo dia, o Sr. Taquito me aparece de gravatinha...  

 

Perguntei a ele: "- Uai, Taquito, agora você virou empresário?"


E ele me respondeu, muito compenetrado: "Miauumiauu!"



Enquanto isso, o trio parada dura continua aprontando...



A Branca finalmente aceitou a presença do Buck, relaxou e largou de vez a carinha emburrada. Ainda bem! Onde a bobinha estava com a cabeça de achar que a gente não a amava mais?!



O Buck e o Johnny vivem o tempo todo fazendo gataiada rsrs.



O Buck, cada vez mais levado e macio...




E Johnny - o gato da menininha Carol (minha vizinha) -, cada vez mais amigão do Buck,
até já se sente em casa... Olha só a folga do garoto!

...

Continua no próximo post...

Meow Meow!



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

New Kids From the Block


Estes são os novos garotos do bairro.

Estrelando...

Taquito



Mascarado



 Johnny


e...


 Buck,


o mais novo membro da minha família! rsrs

Nas próximas postagens colocarei mais fotos dessa gang do barulho.


P.S.: Pedimos desculpas aos nossos amigos visitantes e seguidores do blog por demorarmos tanto para atualizar nossas postagens... Temos tido dias bastante atarefados, mas faremos o possível para trazermos tópicos novos ao menos quinzenalmente.

Um abraço e até! MEOW MEOW!!!

terça-feira, 8 de março de 2011

Adeus, Pitcha!

Meu primeiro contato com gatos foi aos cinco anos de idade. Minha família tinha acabado de se mudar de São José dos Campos (SP), minha cidade natal, para Belo Horizonte (MG) e me lembro  bem da manhã cinzenta em que surpreendi uma ninhada de gatos no quintal, numa das caixas que trouxe nossa mudança. Eram lindos gatinhos felpudos que choravam chamando pela  mãe e inundaram meu coração de carinho... Lembro-me  até mesmo do cheiro daquele dia... mas, apesar do meu apelo, meus pais não permitiram que eu ficasse com nenhum deles. 

Anos mais tarde, já na minha adolescência e morando em uma casa diferente, um gatinho vira-lata preto trouxe de volta a memória de anos atrás. Mas ainda desta vez não me foi possível partilhar da companhia desse lindo ser.

O ano de 1989 foi o que colocou os gatos definitivamente em minha vida. Nesse ano, meu então namorado me deu de presente uma linda gata branca, que tinha um charme  todo especial: ela tinha olhos de cores diferentes, um azul e outro verde. Essa foi a minha primeira Branquinha.


  


Alguns meses mais tarde, ela deu cria a quatro lindos filhotinhos: Kika e Kiko, os branquinhos, e Pit e Pitcha, os pretinhos. Todos muito fofos, peludos e meigos. Quantas aventuras, alegrias e tristezas tivemos com esses levadinhos!




Depois disso, outros gatos passaram ainda por minha vida: Marie, Susie, Milinha, Pepeto, Frajola, Pretinha, Blanche, Merreca, Duda, Félix, Lourinho, Branquinha (a segunda), Jolie... e tantos outros mais...! Histórias de dor, preocupação, carinho e reconhecimento dessas almas repletas de personalidade, inteligência e amizade. Dizem tantas coisas sobre gatos, mas apenas aqueles que não os conhecem são capazes de causar-lhes mal, exteriorizando pobreza de espírito e dureza de coração desmedidas. 




Da minha parte sempre haverá amor e respeito por esses felinos.
Por isso, esse post é uma homenagem à gatinha Pitcha, de 22 anos, que nos deixou na última sexta-feira, dia 04/03. Ela é a última de uma geração que fez  história em minha família.



Querida Pitcha,
seu ronronar,
miado sonoro  
e meiga presença
permanecerá para sempre em nossas vidas.
Você foi uma gatinha que deu certo rsrs
e viveu além do seu tempo...
Vai em paz, "quelida".
Te amamos.

Meow meow!


Escalada Felina

                                          (clique na foto para assistir o vídeo)


A gatinha de estimação da família Colvin, Piper, some e é encontrada no topo de uma árvore de 27 metros! - as unhas dos gatos são feitas para escaladas, mas não para descidas! -
Assustada, a gatinha sobe cada vez mais e passa 7 dias agonizantes nas alturas, até que um desfecho inesperado acontece.
Fiquei com o coração apertado de  tanto medo! /o\

Meow meow!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Diários de Gato: O Primeiro Filme Já Filmado por Gatos!

Gente, fiquei apaixonada por esse vídeo!
Foi genial essa idéia da Purina de colocar uma câmera nos bichaninhos
pra acompanharmos as suas aventuras e proezas.
É simplesmente delicioso assistir esse diário felino.

Meow Meow!


sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

"Ode ao Gato", por Artur da Távola


Este texto é maravilhoso!
Fala muito bem sobre a personalidade toda especial do gato
e o tipo de relacionamento que ele desenvolve com o ser humano.
Espero que gostem! :) 


Nada é mais incômodo para a arrogância humana que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece. O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias de amor. Só as saudáveis.
 
            Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula. Gato não. Só aceita relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de traiçoeiro, egoísta, safado, espertalhão ou falso.
 
            “Falso”, porque não aceita a nossa falsidade e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e o dá se quiser.
 
            O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio, é esperto. O gato é zen. O gato é Tao. Conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer. Exigente com quem o ama, mas só depois de muito se certificar. Não pede amor, mas se lhe dá, então o exige.
 
            O gato não pede amor. Nem dele depende. Mas, quando o sente, é capaz de amar muito. Discretamente, porém, sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano, mas se comporta como um lorde inglês.
 
            Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa a relação sempre precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Vê além, por dentro e avesso. Relaciona-se com a essência.
 
            Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende ao afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando esboça um gesto de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é muito verdadeiro, impulso que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe; significa um julgamento.
 
            O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós).
 
            Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, eles se afastam. Nada dizem, não reclamam. Afastam-se. Quem não os sabe “ler” pensa que “eles não estão ali”, “saíram” ou “sei lá onde o gato se meteu”. Não é isso! É preciso compreender porque o gato não está ali. Presente ou ausente, ensina e manifesta algo. Perto ou longe, olhando ou fingindo não ver, está comunicando códigos que nem sempre (ou quase nunca) sabemos traduzir.
 
            O gato vê mais, vê dentro e além de nós. Relaciona-se com fluidos, auras, fantasmas amigos e opressores. O gato é médium, bruxo, alquimista e parapsicólogo. É uma chance de meditação permanente ao nosso lado, a ensinar paciência, atenção, silêncio e mistério.
 
            Monge, sim, refinado, silencioso, meditativo e sábio, a nos devolver as perguntas medrosas esperando que encontremos o caminho na sua busca, em vez de o querer preparado, já conhecido e trilhado. O gato sempre responde com uma nova questão, remetendo-nos à pesquisa permanente do real, à busca incessante, à certeza de que cada segundo contém a possibilidade de criatividade e novas inter-relações, infinitas, entre as coisas.
 
            O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção. Desatentos não agradam os gatos. Bulhosos os irritam. Tudo o que precisa de promoção ou explicação os assusta. Ingratos os desgostam. Falastrões os entediam. O gato não quer explicação, quer afirmação. Vive do verdadeiro e não se ilude com aparências. Ninguém em toda a natureza, aprendeu a bastar-se (até na higiene) a si mesmo como o gato.
 
            Lição de sono e de musculação, o gato nos ensina todas as posições de respiração e yoga. Ensina a dormir com entrega total e diluição no Cosmos. Ensina a espreguiçar-se com a massagem mais completa em todos os músculos, preparando-os para a ação imediata. Se os preparadores físicos aprendessem o aquecimento do gato, os jogadores reservas não levariam tanto tempo (quase quinze minutos) se aquecendo para entrar em campo. O gato sai do sono para o máximo de ação, tensão e elasticidade num segundo. Conhece o desempenho preciso e milimétrico de cada parte do seu corpo, ao qual ama e preserva como a um templo.
 
            Lições de saúde sexual e sensualidade. Lição de envolvimento amoroso com dedicação integral de vários dias. Lição de organização familiar e de definição de espaço próprio e território pessoal. Lição de anatomia, equilíbrio, desempenho muscular. Lição de salto. Lição de silêncio. Lição de descanso. Lição de introversão. Lição de contato com o mistério, o escuro e a sombra. Lição de religiosidade sem ícones.
            Lição de alimentação e requinte. Lição de bom gesto e senso de oportunidade. Lição de vida e elegância, a mais completa, diária, silenciosa, educada, sem cobranças, sem veemências ou exageros e incontinências.
              O gato é um monge portátil sempre à disposição de quem o saiba perceber.

Meow Meow!